
O consumo mal planejado e a utilização do crédito de maneira descontrolada podem desestabilizar a sua vida financeira. Por isso, consuma de maneira inteligente e utilize o crédito de maneira consciente. Muita cautela para não cair em algumas armadilhas:
Cartão de Crédito: Sem dúvida, é o crédito mais perigoso. Além de estimular as compras por impulso, quando somente o valor mínimo da fatura é pago, o juro que corre sobre a dívida é imenso! Por isso, em ocasiões como passeios em shoppings, deixe o seu cartão em casa.
Assim, quando decidir utilizá-lo, terá a oportunidade de fazer uma reflexão sobre o que irá comprar. Você certamente desistirá das compras supérfluas. O cartão é recomendado para pagar contas mensais planejadas, como a despesa com gasolina, farmácia e supermercado - ainda assim, é prudente levar uma lista com os itens que precisa comprar e se ater a ela. Quando bem utilizado, o cartão de crédito pode facilitar a sua rotina, além de lhe conferir maior segurança, já que evita o "dinheiro vivo".
O Cheque Especial: É um instrumento de crédito automático. O cliente possui uma linha pré-aprovada que pode ser utilizada a qualquer momento. Mas cuidado: não incorpore o limite do cheque especial ao seu orçamento! Lembre-se de que esse dinheiro é do banco, e apesar de ser cômodo utilizá-lo, ele é extremamente mais caro do que um Crédito Pessoal. Por isso, o limite do cheque especial deve ser somente para evitar imprevistos: se sua conta ficar eventualmente descoberta por um período, um cheque descontado não ficará sem fundos.
Compras Parceladas: Hoje, para estimular o consumo, as lojas concedem prazos longos para o financiamento das compras. Mas quanto maior o prazo, maior a taxa de juros! Então fique alerta: compras à vista geralmente são acompanhadas de bons descontos, já que não há cobrança de juros. Mas além dos juros, a compra parcelada exige outra atenção: o acúmulo de prestações. Saiba que a soma de todas as suas parcelas não deve comprometer mais do que 20% da sua renda.
Emprestar o seu nome para terceiros: A expressão que diz: "amigos, amigos; negócios à parte" aplica-se muito bem aqui! Se algum amigo ou parente pedir para usar o seu nome para conseguir empréstimos, desconfie: ele já deve estar com dívidas demais, não conseguindo utilizar o próprio nome como garantia! Você está correndo o grave risco de ter que assumir as dívidas de outra pessoa sacrificando o seu orçamento.
A importância de ter reservas financeiras: Ter o dinheiro contado para passar o mês é um problema que muitas famílias enfrentam, por isso o melhor é que você e sua família se esforcem para fazer pelo menos uma reserva mensal, para momentos de emergência, como a quebra do carro ou o uma viagem não programada que tenha de ser feita. Com um dinheiro guardado, você evita o crédito pessoal e corre menos risco de se endividar.
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